terça-feira, 22 de novembro de 2011

Presidente fala sobre as cadeiras vermelhas e dificuldade de naming rigths

iG: As criticas em relação ao patrocínio vermelho e branco da Brahma no Engenhão foram injustas ou o clube poderia ter encontrado outra maneira de fechar o acordo?
Maurício Assumpção: Lembro que naquela época dei a seguinte resposta para a torcida. Existem duas maneiras de encarar isso. Primeiro, lotem o estádio que ninguém conseguirá ver a cor de cadeira nenhuma. Segundo, vocês preferem um time forte e uma cadeira vermelha e branca, ou uma cadeira azul e uma mais ou menos? A questão é que o patrocínio, que segundo a própria Ambev é o de maior volume financeiro feito com um clube brasileiro até o momento, é uma referência hoje. Outro dia li que o Corinthians não conseguiu fechar acordo para vender os naming rights à Petrobrás. Sabe por quê? Porque não é fácil. Culturalmente falando não temos isso. No dia seguinte que saiu o estádio, a imprensa toda estava falando ‘o Fielzão’. Agora é o ‘Itaquerão’. O Andrés Sanchez só chama de ‘o estádio do Corinthians’. Eu só falo ‘o estádio João Havelange’, mas vocês só chamam de Engenhão. Como é que eu vendo isso?

Onde temos apresentado o projeto de naming rights, as pessoas ficam surpresas com a capacidade de entrega do Botafogo. Entrega de espaço, possibilidade de colocar o seu produto, de ativação do seu produto. É isso que ele quer. Não só colocar uma placa em cima do estádio, com o nome da empresa para ficar abandonado. Mas é difícil, tanto é difícil que todas as sedes ai pelo Brasil a fora, estão no mesmo processo. E você não tem tantas empresas assim com possibilidade, com recursos e fôlego financeiro para fechar um patrocínio nesse valor. Você tem que ter diferença da sua concorrência. Eu, por exemplo, sou o estádio Olímpico de 2016. Quem anunciar no meu estádio poderá dizer isso. Só eu tenho isso, mais ninguém.
iG: Qual valor mínimo com que o Botafogo trabalha a questão dos naming rights?
Maurício Assumpção: Eu não posso falar em valor, até pelo seguinte. Tem que basear isso no tipo de produto que você pode oferecer. Onde ele terá exposição de marketing e começar a calcular em cima disso. Também tem que saber qual a capacidade de você colocar público lá dentro e por fim, a capacidade da mídia falar aquele negócio. Nosso projeto é diferenciado por causa disso. A gente tem uma atuação na mídia muito forte, temos esse conteúdo importante para quem trabalha, patrocina e faz ativação no esporte, que é o fato de termos o palco das Olimpíadas de 2016.

 




Fonte: IG 

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