quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Blog: Jorginho, da Portuguesa, recusa proposta do Botafogo

Outra vez a frustração.
A demissão de Caio Júnior do Botafogo traz à tona o que o futebol não perdoa.
A insegurança nas horas decisivas.
O treinador já havia passado por essa triste situação no Palmeiras e no Flamengo.
Teve de ir trabalhar no Oriente Médio para tentar se livrar da tatuagem.
O Botafogo o resgatou.
E o grupo o acolheu com todo carinho.
O grande líder do elenco, Loco Abreu, só faltou soltar fogos...
Ele particularmente detestava o defensivismo de Joel Santana.
E adorou a maneira ofensiva que Caio montou o Botafogo.
Parecia um sonho.
Tanto o treinador quanto o elenco viveram sua lua de mel.
Maicosuel e Elkeson tiveram toda a liberdade para jogar do meio para frente.
A bola cansou de chegar para Herrera e Loco Abreu.
Assim como fez no Palmeiras e no Flamengo, Caio parecia um enviado dos céus.
O técnico que faria o Botafogo campeão do Brasil.
Era o time que jogava mais bonito.
Só que ele se defrontou com sua insegurança e falta de imaginação.
Logo a maneira de atuar do Botafogo passou a ser estudada pelos adversários.
E Caio não teve nem peças ou muito menos imaginação para buscar outras estratégias.
Pior, faltou personalidade para socar a mesa, cobrar mais atitude dos jogadores.
Loco Abreu foi o seu auxiliar, o seu escudo, o maior protetor.
Cansou de pedir aos dirigentes que acreditassem em Caio.
Só que as sequências de derrotas foram fatais.
A maneira com que o Vasco brincou em campo no clássico.
E o América Mineiro tocando bola como se tivesse um time pequeno pela frente doeu.
Atingiu a direção do clube.
Todos sabem da enorme dívida botafoguense.
Passa dos R$ 250 milhões.
Com o enorme sacrifício para pagar os salários...
O presidente Maurício Assunção falou várias vezes a Caio da obrigação da Libertadores.
O treinador se mostrou mais do que otimista.
Assegurou que a vaga não escaparia.
Mas a classificação estava indo embora.
Depois de ontem, Assunção não quis esperar para ver.
E mais uma vez, Caio Júnior foi demitido.
Deixa no ar a postura decepcionante e passiva nos momentos decisivos.
A barba não serviu como disfarce.
Ele é um profissional trabalhador, honesto, mas que precisa se reciclar.
Precisa aprender que na hora da decisão é necessário algo mais.
Ter vontade, raiva, querer morder a mesa.
Fazer o teatro.
E, principalmente, não apostar apenas em uma estratégia.
No futebol moderno, só o Barcelona não muda a sua maneira de atuar.
E o elenco botafoguense está longe de se comparar ao time espanhol...
Ser demitido faltando três jogos para o final do Brasileiro é dolorido demais...
Quem vai contestar a decisão da desesperada direção botafoguense?
(E em situação vexatória só aumenta...
O presidente Assunção ouviu não de Jorginho, técnico da Portuguesa.
Ele se recusou a treinar o Botafogo nos três jogos finais.
E um contrato de um ano.
 

Fonte: Blog do Cosme Rimoli - R7 

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