domingo, 13 de maio de 2012

Sérgio Landau admite: queria ter uma parceria como a Unimed

Para enfrentar essa quimera, realizar um trabalho de excelência nas divisões de base, capaz de produzir novos ativos, é tido como pedra fundamental de projetos de recuperação reconhecidamente dolorosos pelos dois lados. Atualmente, cada um dos elencos de cima possui oito jogadores formados em casa, o tricolor Wellington Nem como o de maior valor. A diretoria alvinegra afirma com orgulho já dispor entre 20% e 30% dos recursos necessários para, em até dois meses, começar a construir, e erguer num prazo de ano e meio, o centro de treinamento em Marechal Hermes. Até lá, abrigará as divisões inferiores em Caio Martins, do qual o clube é concessionário até 2027, assim como do Engenhão. Com as Laranjeiras saturada há tempos, o Fluminense toca a revitalização de Xerém enquanto busca avidamente um lugar para crescer. Promessa de campanha do advogado Siemsen, fazer um CT de alto nível é uma ambição alimentada em silêncio. A operação financeira, segundo o clube, está montada, mas não estabelece prazos.
— Resolvemos parar de falar para não alimentar expectativas — afirma, de maneira sucinta, o superintendente executivo Jackson Vasconcelos.
Se o modelo brasileiro de clubes sociais sem fins lucrativos parece falido, o futebol não para de crescer como negócio, muitas vezes só viável graças a parceiros fieis. Os números fornecidos por Jackson e Landau mostram que, com dinheiro próprio, o poder de investir no carro-chefe da engrenagem é parecido. O orçamento tricolor para o futebol é de R$ 30 milhões, o alvinegro de R$ 26,4 milhões. O patrocínio do Fluminense, que preserva valores com cláusulas de confidencialidade, porém, permite ao clube ter folha salarial de cerca de R$ 5,5 milhões — menos da metade a carga do clube — contra R$ 2,2 milhões do Botafogo.
— Unimed não é estrutura, custeio, é jogador, time forte — reconhece Jackson.
Além dos títulos da Copa do Brasil (2007) e do Campeonato Brasileiro (2010), o Fluminense esteve em três das últimas quatro Libertadores, sendo vice da edição 2008 e da Sul-Americana no ano seguinte. No mesmo período, o Botafogo foi duas vezes semifinalista da Copa do Brasil e, em seis Estaduais, chegou em cinco finais, ganhando duas (2006 e 2010).
— Mérito deles ter essa parceria. Eu também queria — dispara Landau, sem hipocrisia. — Mas, para competir com essa diferença de investimento, sei que tem que ser criterioso e profissional ao extremo — finaliza.

Fonte: O Globo Online 

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