terça-feira, 1 de maio de 2012

Gandula ganha R$ 40 por jogo e teme ser afastada da decisão do Estadual


Ao repor a bola com rapidez e iniciar o lance do primeiro gol da vitória que deu o título da Taça Rio ao Botafogo, a gandula Fernanda Maia não imaginava a repercussão que um simples lateral poderia tomar. Em menos de 24 horas, a jovem viu sua agenda ser tomada por entrevistas — foram oito só no dia seguinte ao clássico com o Vasco. Uma realidade que até poderia deslumbrar a jovem, não fosse a preocupação em ser afastada da decisão do Campeonato Estadual.
— Não dormi a noite toda pensando nisso. Fico imaginando que a administração do Engenhão pode me enxergar como oportunista e me vetar do jogo. Eu torço para o Botafogo sim, mas sou profissional. Todo mundo tem um time — desabafou a jovem, que, desde que começou a gandular, há três anos, não teve mais tempo para assistir jogos das arquibancadas: — Ganho R$ 40 por partida, mas faço por amor. Se for afastada vou ao estádio do mesmo jeito, mas quero muito estar no campo trabalhando.
A agenda cheia não é novidade para Fernanda, só que normalmente sua rotina é muito trabalho. Em um dia normal, a professora de Educação Física se desdobra em uma jornada tripla, que inclui aulas de personal training, a coordenação técnica de um projeto na Prefeitura, e o emprego em uma academia na Tijuca, bairro onde mora. Compromissos mais do que suficientes para acabar com qualquer suspeita de ligação ao Botafogo.
— Não tenho contato com ninguém. Só chego ao Engenhão uma hora antes do jogo, para fazer as unhas. Essa história de que treino com o time é absurda. Nem tenho tempo para isso.

Fonte: Extra Online 

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