quarta-feira, 9 de maio de 2012
Fantasma da hora H assombra o Botafogo desde 2010, afirma jornal
Mesmo com boas campanhas nas últimas temporadas, o Botafogo vive um inferno astral no momento de decidir e conquistar os títulos. Os pecados nestes momentos têm sido cruciais. Quando entrar em campo nesta quarta-feira para enfrentar o Vitória, às 19h30, no Engenhão, com transmissão em tempo real do LANCENET!, pelo segundo jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, o Glorioso quer espantar o fantasma que tem feito a bola alvinegra bater na trave.
Este ano, foram 23 partidas invicto antes de ser goleado pelo Fluminense justamente na final do Carioca, por 4 a 1, no último domingo.
O técnico Oswaldo de Oliveira vê o fator psicológico como primordial para que o clube reaja e esteja pronto para os jogos de hoje e de domingo, diante do Tricolor:
– É um fato corriqueiro e de quem participa de futebol. Os jogadores já passaram por isso e não tem segredo. Trabalhos e vivemos uma gangorra entre euforia e depressão. Temos de nos equilibrar dentro disso.
No Brasileiro do ano passado, o Botafogo era considerado a sensação da competição, mas, quando teve chance de liderar o campeonato, perdeu os jogos nos quais poderia assumir a ponta – contra Santos, Avaí e Figueirense. Na hora H, não suportou e ficou fora da briga pelo título. Tanto que nos últimos nove jogos, foram sete derrotas, um empate e apenas uma vitória, terminando em nono lugar. Entre esses jogos, ainda teve a eliminação na Sul-Americana para o Santa Fé, da Colômbia, sofrendo uma goleada por 4 a 1.
No Brasileiro de 2010, a história teve o desfecho igual, com frustração. Nos últimos três jogos daquele ano, o Glorioso perdeu dois, sendo um em casa para o Inter, e não conseguiu a vaga na Libertadores.
Para que as decepções recentes não se repitam, chegou a hora de o Botafogo mostrar que não tem medo de fantasmas nem de decisões, que tanto o atormentam.
Time tem prometido muito, mas falhado no momento da decisão
Brasileirão-2010
Uma arrancada promissora no início do segundo turno fez o Glorioso sonhar até mesmo com o título, mas tropeços pontuais na reta final minaram qualquer tipo de chance do clube. A cinco rodadas do fim da competição o Alvinegro estava distante apenas quatro pontos do líder Fluminense. Porém, empates diante de Avaí e Ceará nas partidas seguintes afastaram o Fogão do topo. Na última rodada, na hora de decidir diretamente contra o Grêmio uma vaga na Libertadores, o Botafogo levou a pior por 3 a 0 fora de casa (foto acima) e acabou em sexto lugar. Um balde de água fria para uma equipe que pintou entre os ponteiros perto do fim.
Estadual-2011
Faltou equilíbrio ao time em momentos chaves. Na Taça Guanabara, chegou a vencer o Fluminense por 3 a 2 em duelo eletrizante. Depois, na semifinal, caiu diante do Flamengo perdendo três pênaltis – mal batidos. Na Taça Rio, foi líder de seu grupo durante o começo da disputa, mas sofreu revés para o Vasco, viu o treinador Joel Santana sair e a casa cair de vez. Em seguida, um empate diante do Resende e uma derrota para o Flamengo fizeram o Botafogo não ir nem mesmo à semifinal do turno.
Brasileirão-2011
Até 19 de outubro, o Botafogo foi o time da moda na competição. Vinha jogando bonito e era o “líder virtual” por ter um jogo a menos do que o ponteiro na classificação, o Corinthians. Porém, na data citada anteriormente, chegou o duelo que faltava e o Glorioso perdeu para o Santos por 2 a 0 (foto ao lado). Foi o começo de uma derrocada sem precedentes. Aconteceram sete derrotas em nove confrontos na reta final – com só uma vitória –, o que tirou o Alvinegro da zona de classificação para a Libertadores. O técnico Caio Junior saiu do clube quando faltavam três rodadas para o fim. O time acabou em nono.
- Com a palavra:
Katia Rubio - Psicóloga especialista em esportes e professora da USP
"O momento de decisão é diferente de todo o restante do campeonato. O fato de um time ter jogado bem durante toda a competição não significa que vai repetir na decisão.
O que precisa ser trabalhado é fazer com que os atletas entendam que a decisão é apenas mais um jogo, por mais definitivo que seja. Parece simples, mas não é.
Existe uma pressão no atleta por ser o jogo decisivo. Algumas coisas ultrapassam o âmbito esportivo, como pressões externas de patrocinadores, torcida e imprensa. Muitas vezes o jogador não consegue suportar esse peso e não rende o esperado por conta disso."
Fonte: Lancenet!
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