domingo, 13 de maio de 2012

Em 1957, Paulinho Valentim fez cinco gols na final com Flu. E tinha Garrincha

Em busca do milagre de vencer por quatro gols de diferença o Fluminense, hoje, no Engenhão pela final do Campeonato Estadual, o Botafogo se apega ao passado. Precisamente no ano de 1957, quando um jogador fez a alegria de milhares de torcedores e mostrou que o impossível não existe no futebol.
Em um time que tinha Garrincha, Didi e Nilton Santos, um jogador menos badalado fez história e garantiu o título botafoguense com uma vantagem que hoje mataria Oswaldo de Oliveira de inveja. O Fluminense seria campeão com o empate, mas o Alvinegro venceu por 6 a 2, com cinco gols de Paulinho Valentim, sendo o terceiro de bicicleta, assim como Fred fez no primeiro jogo. O técnico do Botafogo era João Saldanha, que pediu a contratação de Paulinho e mostrou ter acertado na indicação.
O primeiro tempo do Botafogo de 1957 serve de inspiração para Maicosuel, Elkeson e, principalmente, Loco Abreu. Paulinho Valentim abriu o placar com apenas quatro minutos. Logo veio o segundo gol para tranquilizar o time, mas faltava a obra de arte.
Aos 42 minutos do primeiro tempo, Nilton Santos carregou a bola e lançou direto para a área. A bola encontrou Paulinho, que, de costas, não teve dúvidas: acertou uma bicicleta no ângulo direito. Era o 3 a 0 que praticamente garantia a vitória e o título botafoguense de 1957 e que daria a paz necessária ao Botafogo de 2012 porque pelo menos garantiria a disputa por pênaltis.
Heroi no Boca Juniors
Casado com Hilda, que inspirou o escritor Roberto Drummond a criar o personagem Hilda Furacão, Valentim era um boêmio. Fez história também no Boca Juniors, da Argentina, próximo rival do Fluminense na Copa Libertadores da América, onde marcou 10 gols em quatro anos apenas em clássicos contra o arquirrival River Plate.
Nascido para estar no caminho tricolor, que os bons fluidos de Paulinho estejam sobre Loco Abreu, hoje, na final.

Fonte: Extra Online 

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