domingo, 13 de maio de 2012

Dona Shirley, mãe de Fellype Gabriel, quer de presente o gol do título

Na família de Fellype Gabriel, nada de surpresa no presente do Dia da Mães. É a própria que pede o agrado ao filho e sabe bem o que deseja: o gol do título. Dona Shirley espera o primeiro tento dedicado para si pelo filho e a homenagem em um dia tão especial seria mais do que justa, já que ela foi a principal incentivadora do meia ao longo de toda a carreira.

Ex-professora do Colégio Lemos Cunha, na Ilha do Governador, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, Shirley matriculou o filho na escola em 1991 e o acompanhou de perto até 2000. Ela soube dar ao pequenino o equilíbrio certo entre os estudos e a bola e, depois, não deixou ele desistir do futebol na base do Flamengo. Agora, com a cria aos 26 anos, espera uma deliciosa recompensa na decisão do Estadual.

– É a oportunidade ideal para fazer aquele gol que está devendo para mim (risos). Já teve gol para a esposa, para os filhos, para o pai... Mas tenho certeza de que o meu está guardado para uma data especial. Quem sabe, não será o gol do título – disse Shirley em entrevista ao LANCENET!.

A alegria é grande para a mamãe. É a primeira vez desde 2009 que Fellype Gabriel está no Brasil durante o Dia das Mães. O meia atuou pelo Kashima Antlers, do Japão, durante dois anos e deixou apertado de saudade o coração maternal. Agora, com todos reunidos no Rio de Janeiro, cidade natal da família,o clima feliz tem tudo para contagiar dentro de campo, desejou Shirley.

– Financeiramente era importante ele jogando no Japão, mas depois do terremoto em 2011 as coisas mudaram. A esposa e os dois filhos precisaram voltar ao Brasil e isso tudo pesou. A gente sentia saudade e ele também. O último Natal ele passou distante, sozinho. Esse retorno ao Brasil só o contagia, ajuda até nas partidas – comentou ela.

Curiosamente, Fellype era chamado de Shirley na base do Flamengo. Mas brincadeira era normal no clube e todos os jovens recebiam apelidos com os nomes de suas mães. Hoje o menino cresceu, mas ainda é somente um em elo com a mãe. Então, que venha o gol!

Mãe se derrete em elogio

Dona Shirley lembra bem dos tempos nos quais Fellype Gabriel jogava bola nas quadras do Colégio Lemos Cunha. E a disciplina era rígida para não deixar o filho com a pelota nos pés durante todo o dia.

– Cobrei que conciliasse as aulas e provas com o futebol. E ele sempre compreendeu, era um menino estudioso. A serenidade, o talento e a organização que a gente vê hoje nos campos era idêntica na sala de aula. Dava gosto – disse Shirley.

Da escola para o mundo, Fellype Gabriel chegou a jogar até na Seleção Sub-20, mas não bate bola no Colégio Lemos Cunha há dez anos. O LNET! foi até lá em abril e fez uma matéria desvendando o passado do jogador, que gostou do material e fez uma bonita promessa.

– Passou um filme na minha cabeça quando vi essa matéria. Pretendo ir no colégio em breve. Estou devendo a visita. Quero dar um abraço em todos – destacou Fellype.

Fonte: Lancenet! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário