sábado, 21 de abril de 2012

Willian Alves e Jefferson se reencontram após jogarem juntos na base do Cruzeiro

Willian Alves é o goleiro menos vazado da Taça Rio Foto: Marcelo Theobald



No ano de 1999, dois goleiros promissores treinavam pesado em busca de um mesmo sonho: tornar-se jogador de futebol. Os anos passaram e diferentes caminhos foram percorridos, mas quis o destino que os atletas que lutavam para ser o camisa 1 do Cruzeiro se reencontrassem no Rio de Janeiro e buscando uma vaga na final da Taça Rio. Jefferson, do Botafogo, e Willian Alves, do Bangu, são os alicerces de seus times na decisão de hoje.
O goleiro botafoguense, que frequentemente aparece na lista da seleção brasileira, teve um caminho menos penoso que seu rival banguense. Dos tempos das vacas magras, Jefferson lembra da dedicação dos dois pela busca do sonho:
— Lembro que era uma época de muito trabalho. A gente lutava muito para aproveitar qualquer chance que aparecia, como acontece em todas as categorias de base.
Experiência fora
Até de se tornar o goleiro menos vazado da Taça Rio, com apenas cinco gols sofridos, Willian Alves percorreu um longo caminho. Natural de Nova Iguaçu, o camisa 1 do Bangu passou por diversos clubes de menor expressão do sul do país até se transferir para o Penafiel, da terceira divisão do futebol português. Lá, conquistou o título nacional de 2009, chegando à Série B local. Uma experiência que será sempre lembrada por ele.
— Em Portugal, amadureci bastante. Foram 3 anos fora do Brasil, onde aprendi jogando em um clube de uma divisão inferior. São as dificuldades da vida que fazem a gente crescer — lembrou o goleiro, de 30 anos.
Jefferson também experimentou jogar fora do país, no Trabzonspor e Konyaspor, ambos da Turquia. A volta ao Botafogo aconteceu em 2009 e o status de ídolo foi praticamente imediato.

                                 Jefferson enfrentará Willian Alves, que conheceu
                                 na base do Cruzeiro Foto: Alexandre Cassiano


As 16 convocações para a seleção brasileira não tiraram a humildade do camisa um do Botafogo, que reencontrou o amigo apenas este ano na terceira rodada da Taça Rio quando as duas equipes se enfrentaram e empataram em 1 a 1.
— Nos cumprimentamos após o jogo e falamos mais sobre como está a nossa vida, nossa famílias, até pelo tempo que não nos víamos. A gente sabe que a vida de goleiro não é fácil. Então, não sendo contra o Botafogo, espero que ele consiga realizar todos os seus objetivos — desejou o goleiro, que foi muito elogiado pelo rival de hoje:
— Eu admiro ele não só pelo goleiro que é, mas pela pessoa. Tranquilo e sereno, debaixo das traves, é o melhor do Brasil. Merece mesmo ser o camisa 1 da seleção brasileira— analisou Willian.
Jantar só depois
Apesar da amizade, Willian não quer muito papo com Jefferson até o árbitro apitar o fim da partida.
— Fiquei feliz de reencontrá-lo depois de mais de 10 anos. Antes do empate, na primeira fase da Taça Rio, demos um abraço. Agora, novamente estamos em lados opostos. Papo de amigo só vai rolar depois do jogo — brincou Willian Alves, que ainda espera um jantar para colocar a conversa em dia.

Fonte : extraonline

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