segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sem lua de mel com a torcida do Botafogo, Oswaldo explica o abraço coletivo: ‘Vamos ganhar e perder juntos’


Grupo do Botafogo comemora o gol de Herrera Foto: Alexandre Cassiano

Um início de temporada que deixaria muitos torcedores orgulhosos: 18 jogos sem saber o sabor da derrota. São 10 vitórias e oito empates. Entre os clubes de Série A do Brasil, só o Botafogo e o Atlético-MG não foram derrotados em 2012. Mas mesmo assim, a torcida alvinegra continua desconfiada, imaciente, à espera de uma atuação que encante, apesar de o time já estar classificado para a semifinal da Taça Rio e bem perto da vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, ao derrotar o Guarani, fora de casa.
Mas em vez de sair nos braços da torcida, os jogadores e o técnico Oswaldo de Oliveira se abraçaram para, num gesto de união, deixar o gramado e evitar vaias direcionadas.
— Essa foi a reação de alguns. Não de todos. Somos uma equipe. O Andrezinho errou na quarta-feira (contra o Guarani, pela Copa do Brasil), hoje (ontem) foi o Antônio Carlos, o Caio... Vamos ganhar juntos e, quando perdermos, perderemos juntos sempre. Só quis demonstrar que isso aqui é um grupo e não individualidades que mereçam mais ou menos atenção. É o Botafogo que está jogando — defendeu o técnico Oswaldo de Oliveira.
Os mais perseguidos pelos poucos torcedores que foram ao Engenhão foram o lateral-direito Lucas e o meio-campo Andrezinho. Mas já passaram por isso Elkeson, Márcio Azevedo, Fábio Ferreira e outros que deixaram o clube sob a ira dos alvinegros.
— A torcida do Botafogo tem que acostumar a jogar com o time. A gente torce para que o estádio esteja lotado, que seja um caldeirão. A maioria dos torcedores entenderam o que essa torcida valia, gritaram nome do Antônio Carlos depois de uma falha. A maioria apoiou e jogou com a gente na dificuldade — afirmou Andrezinho, que a cada toque que dava na bola recebia a vaia de grande parte dos 4.452 torcedores que estiveram no estádio.

Fonte:Extraonline

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