As reclamações de Oswaldo de Oliveira de que o árbitro Leonardo Garcia influenciou no resultado do clássico contra o Fluminense deixaram o presidente da Comissão de Arbitragem da Ferj, Jorge Rabello, indignado. Para o dirigente, o técnico do Botafogo deveria se preocupar em saber por que o time errou tantos passes e não conseguiu vencer um adversário nitidamente cansado.
“Desde o início do jogo, o Oswaldo reclamava com o quarto árbitro sobre o número de faltas que o Fluminense fazia, mas ele não via os passes errados do time dele. É brincadeira esse cara”, esbravejou o dirigente.
“O Botafogo tinha que ter arrebentado o Fluminense, que estava com os jogadores cansados, mas não conseguiu e ele vem dizer que apesar da arbitragem e da bola na trave... Na verdade, o time dele não teve capacidade de ganhar”.
Apesar da irritação com o Oswaldo, Rabello reconheceu um erro grave do árbitro Leonardo Garcia.
“Ele tinha que ter expulsado o Deco, foi o único erro dele no jogo”, disse, referindo-se à entrada desleal do tricolor em Caio, aos 36 minutos do segundo tempo.
“Não era uma questão de pegar ou não. Prevalece a intenção do atleta e era para o Deco ter sido expulso”.
Sobre o tão reclamado pênalti de Nem em Márcio Azevedo, aos 10 minutos do segundo tempo, Rabello não viu nenhuma irregularidade na jogada.
“O Márcio Azevedo ainda vai se contundir, pois é muito estabanado. O Wellington Nem erra a bola, mas não vê o jogador do Botafogo, que ainda abaixa a cabeça. Foi ele que trombou com o Nem”, justificou.
Em relação ao gol anulado de Antônio Carlos, após Herrera atrapalhar o goleiro, a explicação foi outra.
“Na reposição de bola do goleiro o atacante tem que estar a uma distância regulamentar de 9,15m. Além disso, o Herrera vai com o pé alto e interrompe a jogada. Marcou bem”, analisou Rabello.
Fonte: Marca Brasil
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