O show de Roger Waters, ex-integrante da banda inglesa Pink Floyd, levantou o Engenhão na última quinta-feira. No repertório musical, os principais sucessos do álbum “The Wall” (em português, O Muro), o mais famoso do conjunto. Inspirados no título do famoso disco, Diego Cavalieri, do Fluminense, e Jefferson, do Botafogo travam neste domingo, às 18h30, com transmissão em tempo real pelo LANCENET! , o duelo das muralhas, no mesmo palco em que Waters se apresentou. Em jogo, a disputa de dois dos maiores pegadores de pênaltis do Brasil. Tremei, cobradores! Os muros estarão lá.
No último confronto, pelas semifinais da Taça Guanabara, o arqueiro do Fluminense acabou levando a melhor. Com dois pênaltis defendidos na disputa, o Muro foi Diego Cavalieri. Show para até o próprio Waters aplaudir de pé.
Mas engana-se quem pensa que Jefferson também não dança conforme a música. No Botafogo, o camisa 1 se mostrou ser um especialista em penalidades. Contra o Vasco, pegou um de Juninho e ajudou na vitória. Mais uma vez, o criador do The Wall teria de se render.
Mais qual o segredo para ser um verdadeiro muro? A explicação está na ponta da língua:
– Procuro esperar até o último instante antes de pular. Estou tendo felicidade nos últimos anos nas cobranças de pênalti e vou continuar treinando forte para melhorar ainda mais – contou Jefferson.
– Nessas horas, é preciso ter muita tranquilidade. Os pênaltis são um momento de definição, tem de manter a calma. Se o goleiro sai antes da cobrança, pode acabar errando – revelou Cavalieri.
Os discursos são parecidos. Calma e tranquilidade. Transparentes como um muro de vidro, mas fortes como concreto. Roger Waters parece prever o futuro quando ajudou a criar o álbum ‘The Wall’. Nas entrelinhas, seria mais fácil ler Diego Cavalieri e Jefferson.
LOCO ABREU E BOTAFOGO: AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE CAVALIERI
O Botafogo tem sido a principal vítima de Diego Cavalieri nas defesas de pênaltis e, em especial, Loco Abreu. Famoso por suas cobranças, o atacante uruguaio parece não ter sorte quando embaixo das traves está o arqueiro do Fluminense.
No ano passado, pelo Campeonato Carioca, o goleiro pegou uma cobrança do atacante, no seu melhor estilo, a cavadinha. Neste ano, pegou nas semifinais da Taça Guanabara, assim como pegou o do lateral-direito Lucas.
Mesmo assim, o goleiro garante que independente do rival, a concentração é a mesma:
– Procuro treinar muito, estudar a forma como os principais batedores cobram e manter a frieza e concentração na hora da batida – disse ao LANCENET!
MANGA BEM ATRÁS EM DEFESAS DE PÊNALTIS
Jefferson pode se considerar um privilegiado. Quando o assunto é defesa de pênaltis, ele tem números bem mais expressivos que Manga, considerado o maior goleiro da História do Botafogo. O atual dono da camisa 1 já defendeu dez penalidades (sete após seu retorno, em 2010), enquanto o ídolo do passado pegou quatro.
Curiosamente, três times sofreram duas vezes com suas defesas na marca da cal: Flamengo, Vasco e Santa Cruz. Além desses, o Bangu também parou no goleiro do Botafogo uma vez.
Os quatro pênaltis defendidos por Manga foram contra Bangu, América, Remo e São Paulo e em todas elas o Alvinegro venceu. As informações são do historiador Pedro Varanda e a contagem não engloba decisões por pênaltis.
BATE-BOLA
Diego Cavalieri, em entrevista exclusiva ao LANCENET!
1 - É mais difícil pegar pênalti em clássico?
DIEGO CAVALIERI: Pegar pênalti nunca é fácil, ainda mais em clássico, quando sempre há grandes cobradores, experientes. Temos que treinar muito e estar concentrados no momento para tentar defender.
2 - Qual o momento certo para pular na bola?
DC: Depende de cada situação. Depende do cobrador e do nosso momento pessoal no jogo. E também não vou dar todas as minhas dicas, senão fico manjado (risos).
3 - Acredita que está entre os maiores pegadores de pênaltis do Brasil ou do Mundo?
DC: Não posso fazer esse tipo de avaliação. Quem sou eu... E nem penso nisso. Só busco trabalhar sempre e me aperfeiçoar em cada fundamento para ajudar o time que eu defendo.
BATE-BOLA
Jefferson, em entrevista exclusiva ao LANCENET!
1 - Existe dificuldade maior em pegar pênalti em clássicos?
JEFFERSON: Geralmente a responsabilidade é ainda maior nesses jogos, mas sempre digo que ela é dividida entre o batedor e o goleiro. Acabou aquela história de que pênalti é loteria e que o goleiro fica em uma situação cômoda.
2 - Contra o Vasco, você apontou um canto para Juninho. Atrapalhar o batedor é importante?
J: Naquele momento que apontei para o canto não foi nada pensado. Mas estes pequenos detalhes podem tirar a atenção do jogador que vai bater os pênaltis.
3 - Você acredita que esteja entre os maiores pegadores de pênaltis do Brasil ou do mundo?
J: Trabalho para melhorar cada vez mais. Não gosto de ficar me julgando, prefiro deixar isso para os torcedores e jornalistas.
Fonte: Lancenet!
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