A justa e merecida vitória do Botafogo, o único invicto do Estadual, deu ao Botafogo o título da Taça Rio, e ao futebol brasileiro a esperança de dias melhores.
A coroação de Osvaldo Oliveira nos abre a esperança de dias melhores e reforça a discussão em torno de esquemas táticos tão em voga com o sucesso do Barcelona da "era" Pepe Guardiola.
Adepto do jogo aberto, sem exageros nos quesitos defensivos ou sem as práticas modernas do antijogo, o carioca nascido na fronteira entre os subúrbios do Bangu e de Realengo, na zona oeste do Rio, deu maturidade e consistência ao Alvinegro.
Nas mãos dele, o time tão dependente das bolas aéreas ganhou dinamismo e aprendeu a encurtar os espaços sem o uso de especialistas de contenção.
E isso não é fácil _ mais: Osvaldo o fez com maestria, recuperando contundidos e administrando egos inflados.
O Botafogo evolui num sistema elogiável, com a marcação ao adversário dividida por setores e compartilhada por meias e atacantes.
Na final deste returno, praticamente vencida com dois gols no primeiro tempo, Osvaldo supriu a ausência de Renato, seu experiente e talentoso volante, com a distribuição de meias na sua intermediária.
Dominou o setor de criação e explorou a velocidade nas costas dos laterais vascaínos.
O time de Cristóvão Borges não teve consistência e foi presa fácil, com atuação abaixo do normal.
O Botafogo fez valer a escrita em decisões, está de parabéns!
Agora, faz a final do Estadual contra o Fluminense com quem empatou nas duas vezes que enfrentou _ 1 a 1 nos dois turnos.
O clube não perder um jogo há 22 partidas e é o único invicto no futebol brasileiro em 2012.
Enquanto a bola não rolar para os 180 minutos que decidirão a competição, os torcedores alvinegros têm mesmo de comemorar.
Afinal, é ou não é uma conquista?
Fonte: Blog Futebol, Coisa e Tal - Extra
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