sábado, 10 de março de 2012

Preparador liga lesões à maratona e avisa: 'Não atingimos a melhor forma'

Virou rotina. Apesar da invencibilidade na temporada, o Botafogo tem sofrido para resolver seus jogos. De dez compromissos até aqui, em oito o time de Oswaldo de Oliveira foi para o intervalo empatando ou perdendo e teve de construir o resultado perto do fim. Por um lado, isso prova que o fôlego está em dia. Por outro, porém, é um indicativo de que o desgaste é grande. Com dois meses de trabalho, o preparador físico do elenco avaliou a situação e ainda crê em melhora.

- Todos os jogadores estão em plena evolução, ainda não atingimos a forma que se espera. Faltam algumas semanas, talvez, e o período de verão é prejudicial. E essa análise procede, prova que o esforço e a entrega têm sido exemplares, mas se devem às substituições pontuais do treinador e às dificuldades da competição. É melhor vencer, mesmo que seja no sufoco, do que perder pontos. A aplicação e o rendimento são no limite máximo. Nosso objetivo é deixá-los prontos para encarar os desafios - afirmou Ricardo Henriques, parceiro na comissão de Oswaldo desde antes do Japão.

Acaso ou não, o Alvinegro vem tendo diversos problemas de lesão (foram nove musculares), que não são privilégio do time - já que os rivais também estão desfalcados -, mas que preocupam e, de acordo com o profissional, têm ligação direta com a maratona e o fato de que a equipe é a única a não poupar. Fla, Flu e Vasco já diminuíram carga por causa da disputa da Libertadores.

- O Botafogo jogou em média de 96 em 96 horas, a cada quatro dias, e também não pôde relaxar em momento algum. É um dado que eleva o risco de lesões - ressaltou Ricardo Henriques, assegurando que não há exagero nas atividades físicas.

'Não dá para combinar'

O discurso de Oswaldo de Oliveira mostra indiferença à estatística. Segundo ele, as circunstâncias dos jogos têm obrigado seu comandados a correrem até o último minuto.

- São circunstâncias, não posso programar ou resolver isso, só orientar o time. O que se faz durante a semana é produtivo, tem dado resultado, mas existe a interferência direta do adversário, não dá para combinar. Em algumas vezes até abrimos um placar elástico (Bonsucesso e Olaria). Fico feliz se conseguirmos sair de campo vitoriosos. A partida tem 90 minutos para isso - disse.

Uma dos pedidos do treinador é facilmente observado, mas não tem surtido efeito com frequência. A pressão na saída de bola dos rivais.

Fonte: Globoesporte.com 

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