Depois de meses aprisionado por uma suspensão, Jobson está livre para voar. Sereno e focado, o atacante vem surpreendendo a todos com seu amadurecimento nesta nova passagem pelo Botafogo. Dedicado, o jogador arrancou elogios do técnico Oswaldo de Oliveira mesmo sem jogar. Era a oportunidade que o atacante queria, e que agora promete agarrar com unhas e dentes.
O desempenho nos treinos tem justificado a expectativa dos torcedores e de toda a comissão técnica pelo seu retorno. Forte, veloz e habilidoso, Jobson é destaque constante nos treinamentos do Glorioso, dos quais participa desde o começo da pré-temporada com afinco. Agora, resta ao atacante resistir a ansiedade pela reestreia, que se aproxima a cada segundo. E foi sobre essa expectativa – e o período em que ficou afastado das competições - que o jogador conversou com o Site Oficial.
O que você tem a dizer sobre essa sua volta aos gramados?
Primeiramente, quero agradecer a toda comissão técnica, aos meus companheiros e a todas as pessoas que me apoiaram. E, agora que voltarei, espero voltar bem, com a cabeça tranquila. Venho trabalhando muito e treinando forte para alcançar os objetivos.
Qual a expectativa para seu retorno?
É complicado falar. Estou com uma ansiedade enorme, não vejo a hora de fazer um gol para me sentir jogador de novo. Não sou jogador só de treinar. Quando eu fizer um gol não saberei nem como comemorar.
No domingo já teve um aperitivo (o atacante ficou concentrado com os companheiros e chegou a participar da preleção do jogo contra o Volta Redonda)...
É, já deu para sentir um pouco do clima...
Como vem sendo o seu dia a dia?
O meu tratamento aqui está sendo totalmente diferente das outras vezes. Estão me tratando como homem. Fico feliz de ver que o torcedor está me apoiando no estádio também. É mais um motivo para eu ter ainda mais respeito pelo Botafogo.
O que te deixou mais triste durante esse período fora dos gramados?
A minha tristeza é que as pessoas que criticam são aquelas que não passaram por isso, mas temos que estar preparados para as críticas. Se proporcionei isso, posso proporcionar também as coisas boas. Estou pagando por uma coisa que eu mesmo fiz contra mim, então não tenho que reclamar de nada.
Qual seu sonho no futebol?
Meu sonho no futebol é vestir a camisa da Seleção, poder ajudar minha família e ter uma condição boa de vida. Não é nem hora de falar disso ainda, mas pretendo encerrar a carreira estabilizado.
Em que você se agarrou nesses meses de suspensão?
No começo, fiquei um bom tempo na minha cidade. Estava até um pouco depressivo, mas com a minha família. Eles me deram suporte. Escutava as piadas, mas sabia do meu potencial e que poderia ter uma nova chance aqui no Botafogo. Por isso, me preparei muito bem para essa nova oportunidade, e esta chance não vou querer desperdiçar. Estou muito preparado e não vejo a hora de estrear.
Como tem sido a sua relação com o Oswaldo?
O Oswaldo é um excelente profissional, está me tratando muito bem. Fico feliz pela oportunidade que ele também está me dando. Fico muito feliz mesmo.
Ainda em Saquarema, o Andrezinho chegou a confessar que havia se surpreendido com você, que era um cara do bem, estava focado e que não era nada do que as pessoas de fora diziam...
Ele também falou isso para mim, acredita? Escutei e pensei em como os outros falam sem saber como é a pessoa de verdade. Também admiro o Andrezinho e estou muito feliz em trabalhar com ele, porque é um cara que tem sede de títulos. É mais uma motivação.
Mas você sabe que falam muitas coisas erradas de nós porque a gente dá motivo... Chega de dar brecha, né?
Com certeza, tenho consciência disso. Chega disso, chega de polêmica e de dar brecha para os outros falarem. Tenho minha família, tenho meu filho, tenho que pensar muito neles. Além disso, tenho uma carreira em que quero ser muito feliz também.
Conta um pouco como foi a sua infância...
Minha infância foi muito sofrida como várias. Às vezes minha criação não foi como a de muitos, foi diferente. Talvez esses tropeços que eu tive na vida tenham origem no passado também. Hoje, graças a Deus, estou me consultando com um psiquiatra muito bom, dr. Roberto Hallal, que vê isso em mim. Tiro o chapéu para ele, que está sendo fundamental no meu retorno e no meu tratamento. Estou muito feliz com ele.
Quando você recebeu a notícia de que teria uma nova oportunidade aqui no Botafogo, como reagiu?
Esperei o momento certo porque sabia que o Botafogo iria me ajudar. É uma chance que eu não quero desperdiçar. Quero honrar muito essa oportunidade e recompensar o Botafogo dentro de campo.
Você teve passagens por outros grandes clubes, mas, em nenhum deles, a gente via você tão feliz quanto está aqui. O Botafogo é a sua casa?
É. Tenho um carinho muito grande pelo Botafogo. Foi um clube que abriu as portas para eu ser reconhecido no mundo todo. Não só por isso, mas por gostar. É complicado explicar. Tenho um carinho muito grande pelo clube. Abri mão de ganhar duas vezes mais no Atlético-MG para voltar para cá, porque eu gosto daqui. Às vezes as pessoas falam que não existe amor no futebol, que é tudo mentira. Mas às vezes é verdade, porque eu vim para cá porque gosto. É bom financeiramente também, mas gosto de estar aqui. Por isso estou feliz e me sinto em casa.
Fonte: Site Oficial do Botafogo
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