Acostumados a pagode e funk, os jogadores do Botafogo não demonstraram empolgação com o show do astro Roger Waters, que será realizado no Engenhão, nesta quinta-feira, às 21h. O espetáculo de um dos principais fundadores da banda de rock progressivo Pink Floyd ainda tem ingressos à venda, que variam entre R$ 90 e R$ 600, dependendo do setor. Alheios à importância do megaevento, os atletas alvinegros só pensam em futebol e, principalmente, no estado em que o gramado do estádio estará no próximo domingo, quando o Glorioso enfrentará o Fluminense pelo Estadual do Rio.
No Botafogo desde 2010, Marcelo Mattos acompanhou de perto os primeiros shows realizados no Engenhão. O público presente na apresentação do ex-Beatle Paul McCartney acabou danificando a grama, o que gerou muitas críticas dos jogadores. O volante, no entanto, lembra que após esse evento inaugural, o estádio recebeu outros eventos e o problema não se repetiu.
“No primeiro show que teve, realmente acabou danificando o gramado. Depois já ocorreram outros e a gente não sentiu nada, estava a mesma coisa de sempre. Espero que dessa vez ocorra a mesma coisa e que possamos jogar uma partida de alto nível com o Fluminense”, disse. O clássico está marcado para as 18h30 do domingo.
Há mais de dois anos no clube, Antônio Carlos teve a mesma percepção do companheiro. Segundo o zagueiro, quando os eventos são bem conduzidos, fazem bem para o clube e não atrapalham os jogadores. “Nos primeiros shows, vimos que o campo sofreu um pouco, mas depois não. O gramado melhorou muito e ficou do nível do estádio, que é excelente. Esse é o ideal”, afirmou.
Apesar de ser elogiado recentemente, o gramado do Engenhão passou por um período problemático em 2011. Os próprios jogadores do Botafogo fizeram coro com as críticas dos adversários. Loco Abreu, por exemplo, soltou o verbo após a vitória sobre o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. “Nos pedem para não falar, mas esse gramado dificulta o futebol de alto nível”, disse o uruguaio na época.
O presidente Maurício Assumpção, no entanto, apontou o excesso de jogos como principal culpado pelo o que acontecia no passado recente. Segundo o mandatário, o dinheiro que entra nos cofres do Botafogo por meio desses eventos é muito importante para a saúde financeira do clube.
“Não tem como comparar o dinheiro que o Botafogo ganha ao alugar seu estádio para esses eventos. Os jogos hoje em dia, em sua maioria, dão prejuízo. Esses shows que estamos viabilizando são primordiais”, apontou.
Após o show de Roger Waters nesta quinta, o Botafogo já tem uma programação acertada para o Engenhão. O estádio tentará quebrar o recorde do maior evento de MMA. Atualmente, esta marca pertence ao UFC 129, que ocorreu em Toronto, no Canadá, em abril de 2011 - com 55 mil pessoas. A expectativa, é que no dia 23 de junho, a casa do Glorioso ultrapasse esse número e alcance algo próximo aos 80 mil. Neste dia, o UFC Rio III receberá as revanches entre Anderson Silva e o polêmico Chael Sonnen, e Vitor Belfort contra Wanderley Silva.
Fonte: UOL
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