Paciência não é o forte dos torcedores do Botafogo, e ela já acabou após o empate por 2 a 2 com o Madureira. Dezenas de alvinegros, a maioria integrantes de organizadas, cercaram o ônibus do time na saída de Conselheiro Galvão. Eles exigiram um bom resultado no jogo de domingo, contra o Flamengo.
De punhos cerrados, os alvinegros gritavam: “Êêê, se não ganhar domingo, a porrada vai comer” e “Ô jogador, preste atenção, muito respeito com a camisa do Fogão”, além de xingamentos, como “jogadores de m...”. O goleiro Jefferson e o técnico Oswaldo de Oliveira - que não reclamou do gramado e admitiu a má exibição do time - foram os únicos poupados.
“Jogamos mal e não merecíamos a vitória. Mas já vi times jogarem pior e ganharem. Não podemos nos abater, porque ainda é um início de um trabalho. Conseguimos reverter o placar, mas não mantivemos. Vamos conversar para que isso não aconteça outra vez”, analisou o treinador, para depois dizer que considera um exagero a carga negativa carregada pelo torcedor alvinegro neste momento. “Não admito que menosprezem os nossos jogadores. Eu disse a eles que não podem se abater e que a reação só depende deles, se possível já no domingo”.
Questionado se sentia algum incômodo com a pressão da torcida, Oswaldo negou.
“Da minha parte, não. O meu temor é com os jogadores que ainda não conheço, mas conversei com eles no vestiário. A partida não foi boa, mas não foi péssima, que nos envergonhasse. Temos que levantar a cabeça”, alertou Oswaldo, para em seguida ser questionado sobre o seu primeiro clássico. “É um jogo importante, que pode beneficiar aquele que vencer, pois pode deixar o vencedor bem perto da classificação”.
Fonte: O Dia Online
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