Mordido com a derrota na semifinal da Taça Guanabara para o Fluminense, o zagueiro Antônio Carlos quer dar a volta por cima na Taça Rio. “Perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra”, enfatiza o jogador. Para o camisa 3, de nada adiantou ter feito uma partida brilhante, principalmente pela marcação cerrada no atacante tricolor Fred, se a classificação para a decisão não foi alcançada.
O zagueiro conta em entrevista ao MARCA BRASIL que após Loco Abreu ter perdido o pênalti que encerrou a disputa o atacante assumiu uma parcela de culpa no vestiário, mas o zagueiro exime o companheiro de rótulos: “Não é só ele o herói quando ganhamos e não será só ele o vilão pela eliminação. Vamos segurar essa onda juntos”.
MARCA BRASIL: Que sentimento ficou após a eliminação na seminal da Taça Guanabara?
Antônio Carlos: O sentimento de que poderíamos estar na final por tudo que demonstramos durante a partida e durante a competição. Nada irrita mais do que saber que você jogou bem e não conseguiu o resultado. Quando você joga mal, tem isso para usar como consolo, mas quando vai bem fica procurando entender o que deu errado. Isso fica martelando a cabeça. Acho que o mais importante agora é não deixar o resultado influenciar no nosso trabalho. Estamos evoluindo, demonstrando um bom futebol, e temos que seguir nesse caminho.
MB: Você demorou a pegar no sono na noite da eliminação?
A.C.: Muito. A gente fica pensando no jogo, na bola que passou raspando, no gol do adversário. É difícil. Os amigos procuram nos consolar, a família também, mas só o tempo que vai nos acalmando.
MB: O abatimento após o jogo ficou visível no rosto do técnico Oswaldo de Oliveira quando ele foi para a sala de entrevistas. Como foi o comportamento no vestiário?
A.C.: Todo mundo estava muito chateado. Cada um do seu modo, mas todos claramente sentindo a mesma dor.
Fonte: Marca Brasil
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