Fracas atuações + desconfiança - reforços = cobrança. O Botafogo já sente o efeito da fórmula apresentada até o momento. Um novo resultado amargo contra o Olaria, nesta quarta-feira, no Engenhão, pode gerar consequências e piorar a receita que ainda não empolgou na temporada. O LANCENET! transmite a partida em tempo real a partir das 19h30.
O que mais se ouviu no clube nos últimos meses é que o time não precisaria de muitos reforços. A palavra “base” ganhou significado duplo, uma vez que era em referência ao grupo que permaneceu, assim como ao aproveitamento das jovens promessas. No entanto, o que se viu nos quatro primeiros jogos foi um time pouco inspirado, não justificando o tempo em que os jogadores atuam juntos.
Agora, logo na quinta rodada, o Botafogo entrará em campo pressionado. Uma derrota pode escancarar o planejamento. Um generosa dosagem de impaciência seria incorporada à receita prescrita pelo clube.
Um jogador, em especial, vem sentindo na pele o peso da arquibancada. Em má fase, Elkeson sintetiza o momento do time. Longe de ser aquele reforço que impressionou na chegada, o meia parece ter perdido a confiança. O bom futebol desapareceu. Mas ainda há crédito, principalmente por quem já viveu situação similar na carreira.
– Eu já passei também. Não pode lamentar. Ele (Elkeson) não é um talento só do Botafogo, mas do futebol brasileiro – apoiou Renato.
Se do companheiro vem o conforto, do chefe o respaldo. Oswaldo de Oliveira conversa diariamente com o jogador para tentar virar a página.
– Intranquilo é a palavra que o Oswaldo usou. Talvez seja esse o problema. Mas uma hora as coisas voltam ao normal – disse Elkeson.
Embora as críticas recaiam mais sobre o meia, Maicosuel é outro que já começa a sofrer com a pressão sobre os ombros, assim como o técnico. Ou seja, só mesmo o antídoto da vitória para eliminar o risco de múltiplas reprovações da fórmula alvinegra.
COM OLHOS ABERTOS A POSSÍVEIS TRANSTORNOS
Ainda é cedo para uma avaliação precisa ao trabalho de Oswaldo de Oliveira. Os gritos das arquibancadas ainda não ecoaram efusivamente aos ouvidos do treinador. Mas o próprio comandante reconhece que a tolerância pode estar com os dias contados.
Apesar de ter passado os últimos cinco anos afastado do Brasil, Oswaldo sabe como é ser treinador num local cuja a cultura da vitória atropela as regras do bom senso. A necessidade de vencer a todo custo quase sempre interrompe trabalhos mesmo em estágio inicial, como é o caso do técnico.
– Já passei por isso várias vezes. Estou preparado. Com ou sem cobrança, tem que procurar fazer o melhor trabalho – afirma Oswaldo sempre que questionado a respeito de se sentir pressionado ou não.
O jeito sereno de se expressar ou de saber enxergar o que está a seu redor faz Oswaldo ganhar a admiração do grupo. Apesar de os resultados ainda estarem longe do satisfatório, os jogadores exaltam a tranquilidade do comandante, mas com uma pequena ressalva.
– O Oswaldo é um treinador calmo durante os jogos. Mas, nos treinamentos ele cobra bastante, está sempre falando muito com a gente – disse Renato.
Fonte: Lancenet!
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