A vida profissional de Somália teve diversos altos e baixos desde o ano de 2010. Oriundo do América/RN, chegou ao Botafogo como incógnita e não demorou para cair nas graças da torcida e da comissão técnica da época. Agora, dois anos depois, está fora dos planos da diretoria e pode até mesmo ter o seu contrato rescindido na próxima semana.
Curinga na faixa de meio-campo, podendo atuar como volante e meia, Somália teve a confiança até o momento em que Joel Santana era o comandante do alvinegro. Entretanto, três meses antes da saída do técnico, uma situação o fez perder crédito no clube. Em janeiro da última temporada ele forjou o próprio sequestro-relâmpago, quando prestou queixa na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.Dias após, o circuito interno do prédio do atleta mostrou que no horário do suposto crime o jogador estava no elevador. Assim, ele teve de assumir a mentira.
A partir de então, o jogador foi totalmente preterido por todas as esferas do clube. Um ano da passada picardia, Somália diz que ainda pode brilhar pelo Botafogo. Ele diz que aprendeu com a sua falha e lembra das pessoas que ainda o veem com "olhos de reprovação".
"Para mim o ano foi ruim, mas serviu para amadurecer. Refleti bastante no que errei e no que posso melhorar. Não é vergonha nenhuma assumir. Tenho fé em Deus que tenho valor e para mostrar isto tenho de trabalhar muito. Tive o meu erro e assumi. Não posso ser crucificado a vida inteira. Não deixei de ser um bom pai, marido e filho. Os olhos das pessoas tendem a ir para o lado do erro. Quem está comigo no dia a dia vê que eu sou a mesma pessoa, com um pouco mais de vontade e perseverança", declara o jogador, em entrevista à Rádio Brasil.
Tendo contrato até o dia 31 de dezembro de 2013, o jogador revela que a diretoria do Botafogo pediu para que ele se reapresentasse apenas na próxima semana. A próxima segunda-feira deve ser o dia crucial para que o veredicto seja dado: se Somália seguirá ou deixará a Estrela Solitária.
"Existe a hipótese de seguir no clube. Eu analiso desta forma. Quando um jogador não quer ficar em um clube não mede esforços para sair. Quero trabalhar e mostrar o meu valor. Fui contratado para defender um clube e quero permanecer. Quero ficar e tenho uma dívida dentro de mim para com o Botafogo. Posso dar mais do que em 2011 e posso jogar bem. O foco é ficar firme, forte e estou focado em 2012", conclui, com a esperança de um jogador que pede uma nova oportunidade.
Fonte: Justiça Desportiva e Rádio Brasil
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