O novo técnico do Botafogo, Oswaldo de Oliveira, foi apresentado oficialmente na manhã desta sexta-feira, na Sala de Imprensa Armando Nogueira / Tempo Real, em General Severiano. O treinador conheceu o CT João Saldanha, aprovou as instalações do clube e foi recepcionado pelo vice-presidente de futebol, André Silva.
"É um prazer estar ao lado do nosso novo treinador e apresentá-lo. Com muito orgulho, o Botafogo traz um treinador desta categoria e currículo, campeão mundial, brasileiro e com cinco anos no Japão ganhando tudo. É uma verdadeira honra", elogiou André Silva.
Oswaldo de Oliveira, que chega com o auxiliar técnico Luiz Alberto e o preparador físico Ricardo Henriques, concedeu sua primeira entrevista coletiva como novo treinador do Botafogo. Confira os principais trechos:
RETORNO
"É um momento de felicidade para mim depois de 31 anos retornar ao Botafogo. Fui preparador físico em 1980 e volto hoje a essa casa com muito prazer, muita motivação e desejo muito grande de transformar trabalho em vitórias".
AGRADECIMENTO
"Quero fazer referência primeiramente aos torcedores botafoguenses que me enviaram centenas de mensagem no meu site e por e-mail. Faço esse agradecimento a todos aqui, não conseguiria responder a todos de forma individual. Gostei da qualidade das mensagens que recebi, demonstrando equilíbrio, conhecimento de causa e vontade muito grande de que o clube se reencontre com os títulos. É o nosso objetivo e vamos fazer de tudo para alcançar".
APOIO
"Volto novamente à torcida. O Botafogo foi o melhor mandante do Campeonato Brasileiro. Isso é um respaldo importantíssimo, demonstra o peso que a torcida tem no incentivo ao time. Os nossos objetivos, é claro, são chegar às vitórias e aos títulos. Vamos buscar com muito trabalho, empenho e dedicação, para que a torcida volte a sorrir".
TIME ATUAL
"Vi vários jogos do Botafogo. Alguns excelentes, outros não tão bons. O Botafogo seguiu a trajetória da maioria dos clubes que tiveram momentos muito bons e outros de queda. Tenho uma ideia da equipe, não do elenco, pois não via com olhos de pretensão de me tornar treinador do Botafogo, mas gostei do que vi".
"Gostei do espírito de equipe de forma geral, conheço alguns jogadores que enfrentava como adversários, como Renato e Marcelo Mattos. Vi partidas muito boas do Maicosuel e do Elkeson, o Loco Abreu fazendo muitos gols, gostei bastante da zaga. E o goleiro Jefferson é de Seleção Brasileira".
READAPTAÇÃO AO BRASIL
"Minha conversa com a diretoria foi muito estável e muito tranquila. Sabemos as dificuldades e o que envolve minha profissão. No Japão, tive muita tranquilidade para organizar minha equipe e conhecer o clube. Foi fundamental para ganharmos nove títulos em cinco anos. Tivemos tempo e tranquilidade para desenvolver o trabalho. Sem essas coordenadas, é muito difícil se conquistar. Volto a falar do Campeonato Brasileiro de 2011. Toda vez que uma equipe não ia bem, o treinador era ameaçado, inclusive do campeão. No momento em que vemos o que o Barcelona fez no último dia 18 (campeão mundial sobre o Santos), dando a referência de que é um trabalho de 30 anos, é hora de todos refletirmos e sabermos que só a continuidade, com qualidade e competência, vai levar qualquer equipe às conquistas e à alegria da torcida".
PARTE PSICOLÓGICA
"Sempre que vou a um clube, é com problemas. Depois de goleada, desclassificação, muitos anos sem títulos... E na maioria das vezes conseguimos fazer um trabalho. Me sinto bem e gosto de mexer com a cabeça do jogador, motivá-lo. Tenho usado meus caminhos e tem dado certo. O objetivo é ganhar jogos e competições."
"Problemas encontramos em qualquer lugar, até mesmo no Japão. Aqui, são outros. Mas são coisas que temos de saber lidar. É a minha função, vou tentar resolver esses problemas, e não é sozinho, há atletas, comissão técnica e diretoria. Contamos sempre com a colaboração da torcida do Botafogo. Temos que caminhar juntos porque o objetivo de todos é a vitória".
PARTE TÁTICA
"Em relação a conceito tático, vejo alguns marcos na história do futebol, pelo menos a partir do momento que passei a acompanhar com olhos profissionais. A primeira situação que me marcou foi a Holanda de 1974. Vemos algumas semelhanças, pelo menos na forma de pressionar, com o Barcelona. O futebol evoluiu muito, principalmente no plano físico, o jogador cobre distâncias maiores dentro de campo, o que dá ao treinador condição de exigir mais. É o ponto mais importante, não o sistema tático. É preciso ter espírito competitivo, saber se doar ao que é proposto, respeitando a característica individual de cada atleta, para chegar às vitórias. É possível realizar isso aqui".
JOBSON
"Torci muito pelo retorno do Jobson. Antes mesmo de vir, já torcia. Vi no Campeonato Brasileiro de 2009 um jogador ousado, inteligente e diferente. É um cara sensacional jogando futebol, mas tem que se ajustar à sociedade. O recado que mandei foi que só depende dele. Vou abraçá-lo, quero muito ver aquele Jobson de 2009, brilhante. Darei o maior apoio possível".
Fonte: Site Oficial do Botafogo (texto) e Satiro Sodré/AGIF (foto)

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