Depois da terceira derrota seguida (2 a 1 para o América-MG) e da demissão do técnico Caio Júnior, o Botafogo voltou ao Rio de Janeiro em clima melancólico: nenhum torcedor para protestar ou apoiar, um sintoma claro do desânimo com o momento ruim do time. O treinador, que foi informado que não comandava mais o clube nesta manhã, não se furtou de vir com a delegação e foi o último a deixar a área de desembarque do aeroporto.
Sozinho, Caio encarou a aglomeração de repórteres que buscavam alguma palavra sua. O técnico, entretanto, disse que não podia falar e pediu desculpas. O treinador, que ganhou abraços do pessoal da rouparia antes de sair do aeroporto, sequer vai a General Severiano, onde o time treina à tarde. O carro da família esperava o treinador na porta para levá-lo para casa.
O primeiro a sair do aeroporto foi o gerente de futebol, Anderson Barros. Sem falar com a imprensa, o dirigente se limitou a informar que vai falar em General Severiano. Logo em seguida, jogadores e comissão técnica saíram todos juntos. À frente, o capitão Loco Abreu tendo ao seu lado Herrera. Os atletas tiveram o acompanhamento de sete seguranças.
O penúltimo a deixar o aeroporto foi o preparador de goleiros Flavio Tenius. Ele será o responsável por comandar a equipe nos últimos três jogos do Brasileiro. Ao ver a quantidade de repórteres no aeroporto, Flavio adotou a velha tática de atender o celular para não ter que falar com a imprensa.
Sem Caio Júnior, o Botafogo treina nesta quinta em General Severiano. A equipe tenta juntar os cacos para enfrentar o Inter, neste domingo, no Engenhão. Uma vitória é essencial na briga pela vaga na Libertadores.
Fonte: Globoesporte.com
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