Formado em Administração e pós-graduado em Marketing, Carlos Eduardo Pereira trabalha com consultoria e gestão de shopping centers e empreendimentos comerciais. Candidato da oposição, ele já ocupou a Vice-Presidência Geral do clube em 1995 e atualmente é presidente da Comissão Permanente do Conselho Deliberativo. Como ponto a destacar de suas metas, está conseguir rapidamente um grande camisa 10.
Carlos Eduardo encabeça a chapa "Preta e Branca", que tem como vice o empresário Anderson Simões. O candidato defende a valorização das cores do clube.
O que fazer para conseguir a contratação do camisa 10 de impacto?
Nosso esforço será para manter o time atual e reforçá-lo. Desejo ter mais sucesso do que o Mauricio na busca pelo camisa 10. Ele está há três anos procurando. Espero trazer de imediato um 10. Não vou prometer nomes, mas o Diego (apoiador do Atlético de Madrid, da Espanha) não está na nossa realidade. Não vou prometer nome que gere frustração.
Como estava o clube há três anos e como se encontra hoje?
Há três anos o clube não tinha um plantel de qualidade, nem transparência nos balanços. Até apoiei a eleição do Mauricio, pois via a possibilidade de uma gestão compartilhada e transparente, mas em três anos ele foi se afastando daqueles compromissos que hoje estamos trazendo de novo para o sócios.
A dívida do Botafogo, hoje, é estimada em mais de R$ 300 milhões. Como pagar isso?
Essas grandes dívidas são administráveis. Devemos saber aquilo que se pode pagar a curto prazo, o que pagar a médio prazo e o que negociar. Você precisa de alguma maneira gerar superávit. Isso é básico. É preciso ter uma gestão responsável e procurar formas de se conseguir novas receitas.
Como criar receitas que possam resolver esta questão?
Uma solução é criar jovens valores e colocar no mercado. Precisamos vender. Sobre o Engenhão, o Botafogo tem muitos encargos, despesas elevadas com a manutenção. Precisamos conversar com a Prefeitura e renegociar diversos valores. E o estádio tem muitas áreas ociosas. Precisamos ocupar esses espaços. Como o Engenhão foi construído pelo poder público, não foi pensado como uma arena rentável. Nos cabe aproveitar o estádio de maneira inteligente.
Fonte: Lancenet!
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