A derrota de 1 a 0 para o Figueirense, sábado, no Engenhão, foi uma ducha de água fria no elenco alvinegro. Porém, para recuperar o ânimo, os comandados de Caio Júnior receberam alguns conselhos especiais. Confiantes na conquista do título, alguns dos campeões brasileiros de 1995 deram parte da receita para o Botafogo chegar ao topo da tabela.
“O conselho que dou é para que não desistam nunca. É preciso superar todas as adversidades e mais do que nunca confiar na estrela solitária e no apoio de sua torcida”, afirmou o ídolo Túlio Maravilha.
Já o ex-meia Sérgio Manoel lamentou a derrota de sábado e disse que, se a equipe quiser chegar ao título, assim como o grupo de 1995, será necessário que os principais atletas do elenco chamem a responsabilidade. “Não vou dizer que não fiquei chateado. Era um jogo que a gente levava fé que o time iria chegar à liderança, e não aconteceu. Acho que jogadores importantes, como Maicosuel, Herrera, Cortês e Elkeson, têm que chamar essa responsabilidade. O Loco Abreu tem feito isso muito bem. É preciso entrar ligado, pressionando do jeito que a torcida espera”, frisou Sérgio Manoel.
Para Wilson Gottardo, capitão no título de 1995, uma postura mais agressiva dos jogadores nesta reta final pode fazer a diferença. “Tem que ter iniciativa. Usar a audácia e fazer algo diferente para envolver o adversário. Tem que bater no peito e dizer: ‘Agora é comigo’. Se não for assim, não há conquista”, advertiu.
Gottardo elogiou a atual zaga alvinegra: “A dupla foi bem nos últimos jogos. Não gosto de comparar a maneira de jogar, mas eles tem feito um bom papel”. Em relação ao ataque, Túlio, que conta 973 gols na carreira, rasgou elogios ao uruguaio Loco Abreu, mas deu um conselho aos outros atacantes alvinegros. “O Loco Abreu é uma referência, experiente, acostumado a grandes jogos. Os atacantes tem que ter calma na hora que estiverem na frente do goleiro e se inspirarem em Túlio Maravilha para conseguir fazer os gols”, afirmou, sempre irreverente.
Sérgio Manoel, por sua vez, elogiou o trabalho do técnico Caio Júnior. “É um trabalho que está levando o clube aonde merece, que é para a briga pelo título”, disse o ex-jogador.
Ele desaprovou a as vaias da torcida ao time logo nos primeiros minutos da derrota para o Figueirense. “O verdadeiro botafoguense é aquele que sofre com esse jejum desde 1995. Se o time não está bem, cobra, empurra, canta o hino do clube, mas vaiar não cabe”, queixou-se Sérgio Manoel.
Fonte: O Dia Online

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