Tudo leva a crer que o jogo decisivo entre Vasco e Flamengo, na última rodada do Brasileiro, será mesmo disputado no Engenhão. Já Fluminense e Botafogo se enfrentariam fora do Rio, provavelmente em Volta Redonda.
De acordo com o Estatuto do Torcedor, a CBF teria que anunciar o local dos jogos até esta quinta-feira, 10 dias antes das partidas. No entanto, a entidade enxerga brechas no regulamento e pretende aguardar os jogos do próximo domingo para tomar uma decisão.
A ideia é colocar no Engenhão o jogo do time que estiver mais bem posicionado na tabela, entre Vasco e Fluminense, na última rodada. E, se o Corinthians for campeão neste domingo, a CBF analisaria a importância dos clássicos para Flamengo e Botafogo na briga por vaga na Libertadores.
Para o vice-presidente do Vasco, José Hamilton Mandarino, aguardar a rodada é a melhor postura a ser tomada pela instituição.
“Essa decisão da CBF só pode ser dada com os resultados da próxima rodada. Não vejo como definir antes, porque a importância dos jogos pode mudar”, disse o dirigente.
O técnico do Vasco, Cristóvão Borges, não se opõe ao jogo ser realizado no Engenhão.
“Nosso desejo era exercer o mando em São Januário, mas não houve essa possibilidade. Então, jogar no Engenhão é justo”, afirmou.
Gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros, informou, por meio da assessoria de imprensa do clube, que ‘temos que esperar, não tem nada oficial. O Botafogo sempre tratou e sempre foi tratado com muito respeito pela CBF. Acredito que isso vai continuar. Só vamos nos manifestar se isso for oficial’.
Desde o início da polêmica, o Botafogo, administrador do Engenhão, faz questão de exercer o mando. Em algumas ocasiões, o presidente Maurício Assumpção deixou clara a sua convicção de que jogaria lá porque ‘é o Alvinegro quem paga as contas do estádio’.
Marcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense, e Luiz Augusto Veloso, diretor de futebol do Flamengo, seguiram a mesma linha de pensamento do Botafogo.
“Não fomos comunicados sobre a mudança do mando. Portanto não vamos falar enquanto a CBF não entrar em contato”, disse Teixeira.
Fonte: O Dia Online
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